Autor/es:
LAPLANE, Mariano; CHUDNOVSKY, Daniel; LOPEZ, Andrés; BITTENCOURT, Gustavo; DOMINGO, Rosario; ROSSI, Gastón; PADOVANI, João; DIAS, Rogério Ano:
2006 O Mercosul, e particularmente Argentina e Brasil, foram um importante polo de atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) durante os anos noventa (e ainda hoje continua atraindo, porém em escala relativamente menor), importantes fluxos de investimentos. Por causa disso, a presença de empresas transnacionais e o grau de internacionalização das economias dos países do Mercosul aumentou fortemente nos últimos anos, com impactos visíveis na reorganização de alguns setores industriais e de serviços que passaram a ser controlados por filiais de empresas estrangeiras...
As pesquisas, cujos resultados são apresentados neste livro, tentam responder questões suscitadas pela seguinte constatação: dada a magnitude atual da presença dessas empresas, a formulação de políticas para o desenvolvimento industrial e tecnológico não pode prescindir da análise do papel que as empresas transnacionais desempenham na inserção externa das economias do Mercosul e de sua contribuição potencial para o desenvolvimento na região.
Algumas das perguntas que esta constatação suscita são:
- As filiais das empresas estrangeiras são mais eficientes do que as empresas nacionais?
- A eficiência das empresas nacionais aumenta em função da interação com as empresas estrangeiras?
- A capacidade de aproveitar a presença das empresas estrangeiras é uniforme entre as empresas nacionais?
- Todas as empresas estrangeiras possuem a mesma capacidade de induzir aumentos de eficiência nas empresas nacionais?
- Quais são as políticas mais adequadas para que as empresas nacionais possam aproveitar melhor a forte presença de empresas estrangeiras nos países do Mercosul?
Para responder estas perguntas os autores recorreram às bases de informações mais completas e atualizadas disponíveis na Argentina, Brasil e Uruguai, e utilizaram a mesma metodologia para obter respostas comparáveis, sem deixar de levar em conta os aspectos específicos de cada país.
Surge um panorama complexo das pesquisas, que mostra que a presença de empresas transnacionais nos países do Mercosul pode ter um impacto positivo se são aplicadas políticas adequadas para fortalecer as empresas nacionais, aumentando sua capacidade de inovação e sua competitividade.